terça-feira, 26 de junho de 2012

Colocado o blog em dia!


Meu plano para hoje era acordar cedo e ver metade de todos os museus da cidade! Mas, meu infortúnio foi acordar duas horas depois do previsto, após um sonho ótimo com amigos meus do Brasil. Foi o primeiro dia que passei sozinha depois de cruzar o Atlântico, e como que arrombando uma porta a solidão me acertou em cheio. Assim, voltei para casa às 17:00, tendo saído às 13:00 com um bilhete de metro valido por 48 horas.

Fui apenas para o museu do Van Gogh. Um excelente programa, sem desconto para estudante. Por isso fiz meu melhor e explorei cada um dos cantos dele e ainda usei o banheiro duas vezes! Pena que nao falam nada sobre a orelha cortada. Mas no final já estava muito cansada. Desmotivada, comprei papel higiênico e uma salada, em homenagem ao João. A salada não estava boa, mas o papel higiênico não teve erro!

Aproveitei a tarde para finalmente fazer meu blog e arrumar minhas malas para Nova Iorque. Fui animada pela boa conversa que tive com minha mãe, por skype, e, depois do primeiro episódio de How I Met Your Mother, série que tenho inteira no meu computador (créditos à Wendy), sabia exatamente o que precisava fazer. Sem escovar dente ou soltar o cabelo, fui fazer o que eu mesma me obriguei com muito esforço: tomei um chocolate quente no bar aqui ao lado no meio de vários grupos de jovens que degustavam uma boa Heinekein. Um lugar muito descontraído que renovou minhas energias como que por um passe de mágica. Inclusive é isso que sempre fiz em momentos de solidão por recomendação do meu pai, uma boa dica!

Agora vou dormir, porque amanhã tudo será diferente!

Mas ainda não arrumei minhas malas para NYC.

Maastricht


Na segunda-feira passamos o dia em Maastricht, onde o João pegaria seu vôo Ryanair. Famosa pelo Tratado de Maastricht é uma cidade bem pequena e sem tulipas, o que eu esperava encontrar aos montes nos canteiros das ruas. Na verdade, de interessante tem a catedral e as cavernas, que, por ironia, ficam fora dos limites da cidade.

No final do dia, com meu trem de volta para Amsterdam, chegou mais uma vez a hora de me despedir de um amigo querido. Como sempre, não soube lidar com a situação como as pessoas normalmente fazem. Se no encontro a alegria aquece o coração, na despedida ele parece simplesmente vazio. Por alguns minutos não sei mais para onde estou indo ou porque exatamente estou partindo. 


Naquele momento, se eu me deixasse levar pelas fortes emoções, os resultados poderiam ser devastadores. Sendo assim, comecei a escutar um bom e piegas sertanejo do qual eu tanto gosto. E voltaram pensamentos que costumam me assombrar: o medo de perder ótimos momentos no Brasil, e ao mesmo tempo não saber aproveitar as novas experiências em outros lugares. Seria esse o caminho certo? Certo ou errado foi esse que eu escolhi. 

Aproveitando Amsterdam


Em Amsterdã ficamos no apartamento da minha amiga Nina. Um quarto muito simpático em um bairro igualmente agradável! Amsterdam é uma cidade muito bonita, grande, super turística e cheia de coisas para fazer! Em nosso primeiro dia fomos conhecer o Red Ligth District (+mais), parada obrigatória na cidade. É um local muito animado e também muito curioso, mas claro, a grande maioria das pessoas que vão para lá é composta de homens. A maconha também é bastante usada. Dá para perceber pelo cheiro das ruas. Fast foof também não falta para o fim de noite. Mas prepare seu estômago antes para a enorme porção de batatas fritas super gordas com muita maionese em cima. É o que mais se come pelas ruas.

O ideal é chegar cedo, por volta de 20:00. Os locais fecham por volta de duas e o metro 1:00. Aí, a única opção para voltar para casa é o ônibus noturno, mas ele custa 4 euros! Para fugir desse preço, a melhor opção e comprar  um único bilhete que você consiga usar para todos os dias que você for ficar aqui. Quanto mais dias forem mais caro o bilhete, porém maior é o desconto. Ele vale para qualquer transporte público, exceto trem.

Outra boa atividade noturna é a bairro Leidseplein. Composto em sua maioria por baladas, ele funciona até mais tarde. Tem também opções para refeições. Nós comemos em uma cantina muito boa.
Percorremos a cidade inteira, incluindo parques. No verão as árvores ficam muito verdes criando paisagens bem bonitas junto com as antigas casas e com os canais espalhados por toda a cidade. Mas fizemos questão de ir para o museu de Anneliese Frank (+mais), também parada obrigatória. É de fato muito emocionante ver o local que sua família, sendo judia, se escondeu dos alemães durante a segunda guerra. Descobri que foi gravado um filme sobre o livro. Vou procurar assistir.

Pontos negativos:
Pouquíssimos lugares aceitam VTM. A maioria só aceita cartões com chip. Mapas não pagos e bons também são difíceis de achar. Conseguimos bom invadindo um hotel.

Na estrada para Amsterdam


Na volta para Amsterdam, onde passaríamos mais dois dias e meio juntos, eu e João, compramos um ônibus da empresa Eurolines, que tem trajetos por toda a Europa. Se comprada com antecedência a passagem é muito barata. Mas os trajetos de ônibus são muito mais longos que os de trem. 
Nessa viagem específica, nosso ônibus atrasou 40 minutos, mais ou menos, porque esse ônibus costumam parar em vários pontos onde trocam os passageisros. Mas mesmo assim notamos um certo descuido em relação ao tempo. Chegamos duas horas depois do previsto em Amsterdam.

No Reino Unido isso é completamente diferente. Viajei lá com a empresa de ônibus National Express Coach e eles eram extremamante pontuais. Nessa caso, é bom chegar sempre 15 minutos antes no ponto, que, como sempre em cidade pequenas européias, é difícil de achar.

Durante a viagem, assistimos e dicutimos o filme Forest Gump de Robert Zemeckis, que é outra dica minha. Um filme leve, bem humorado, mas como uma singeleza e delicadeza que chamam a atenção. Forrest traz a inocência e uma lógica simples de uma criança. É sincero em seus afetos, protegendo sempre que os vê em situações de perigo, mesmo que isso possa lhe trazer algum prejuízo. Fazendo sempre o que é proposto e com perfeição, sem os preconceitos e fantasmas que acompanham os pensamentos de uma pessoa comum desse se´culo, impedindo muitos de se dedicar e de fazer o que gosta e o que quer. Vale um reflexão em cima do filme. O ideal é assitir com a turma!

Na Belgica


Ao chegar na Bélgica foi tudo muito divertido. Demos uma boa andada por toda a cidade de Bruxelas tentando conhecer cada canto. Atingimos em 50% esse objetivo. Isso devido ao cansaco e ao fato dos museus e lojas terem fechado pontualmente às 18:00:00 horas e restaurantes às 22:00:00.

Apesar da desventura de não termos onde dormir, depois que meu amigo belga que nos hospedaria ter saído do mapa, tomamos muitas cerveja e provamos alguns chocolates. Na cidade não tinha nenhum quarto disponível, nem em hotéis nem em hostels. O que  aconteceu comigo em Cambrigde na Inglaterra também.  Isso acontece qundo a cidade tem algum evento, o que é bem comum no verão de países frios, tais quais festivais de teatro, música e dança. Se possível verifique o calendário da preferitura da cidade antes de viajar. 

Cochilamos em pontos estratégicos de Bruxelas até que pegamos o primeiro trem para Bruges onde conseguimos um hostel para pernoitar e para dormir durante a manhã, na mesa do sagão.

Bruges é uma cidade que vale à pena conhecer. É linda, romântica e muito tradicional. É pequena, um dia basta para percorrê-la por inteiro.  A dica é subir na torre da cidade que fica na praça central.

Saindo do Brasil


Sai do Brasil no dia 19 de junho com destino a Amsterdã onde peguei um trem direto para Bruxelas, na Bélgica para encontrar meu querido amigo João, que não via há bons meses. O vôo não atrasou e correu tudo bem até que eu perdi o trem para Bruxelas!! Cheguei enquanto ele ainda se encontrava na plataforma mas não pude entrar. Eles encerram o embarque cerca de um minuto antes da partida, que é o horário marcado no bilhete. Nesse momento, contei com a sorte do viajante. Um funcionário da estação deu para mim e para um italiano, que estava na mesma situação que eu, uma ticket para um trem de alta velocidade (Hispeed) para alcarçarmos nosso trem em outra estação. E foi assim que chegamos em Bruxelas no horário marcado!

Esse italiano vale um comentário: ele se chama Paolo e é professor universitário de sociologia. Estava indo para a Bélgica para uma conferência da área. Ele leciona no Egito, mesmo com toda a confusão política no país. Ao ser indagado por mim do porque Egito a resposta foi curta mas muito clara: acho muito interessante a cultura de lá. Gostei dele! Ele foi atrás do que gosta e do que quis e ponto final! E estava feliz!