quarta-feira, 4 de julho de 2012

Uma brasileira em St. Petersburgo


O que eu vim fazer em St. Petersburgo? Ser voluntária em um projeto da Aiesec chamado CultFest. Aparentemente consiste em várias palestras e feiras globais nos quais representarei o Brasil. Espero estar à altura da função. O Brasil é um país maravilhoso e quanto mais eu viajo mas eu gosto dele.

Logo ao chegar aqui, encontrei no aeroporto quem vai me hospedar, ou melhor, ela me encontrou no portão de desembarque. Se chama Ana, tem 24 anos e mora sozinha em um pequeno apartamento. Foi muito aberta e atenciosa e acho que seremos grandes amigas. Ontem fizemos um enorme city tour, que deixou as duas vermelhas de sol. Andamos por todo o centro e tirei minha conclusão: a cidade é linda, cheia de histórias para contar e bem grande! Já com minha nova e linda câmera fotográfica Nikon tirei algumas fotos que postarei me breve.

Três países, um dia


No domingo de manhã acordei cedo, fui para o aeroporto para pegar meu vôo às 8.50 a.m. para São Petesrburgo. Chegando lá, uma surpresa: minha passagem estava marcada para dia 1º de junho e não 1º de julho! É nesse momento o coração chega até a boca, o estômago dói e você tem uma grande escolha a fazer: ou se entregar ao desespero ou engolir o choro, segurar a raiva e tentar resolver o problema da melhor maneira. Eu escolhi a segunda opção e embora tenha sido muito difícl não sentar em um cantinho e chorar eu  fiquei duas horas carregando malas de um lado para o outro no aeroporto em busca de uma nova passagem para a Rússia. 

Isso porque a Lufthansa, empresa coma qual eu voaria, não poderia remarcar minha passagem, eu teria que ligar para a TAM no Brasil, o que não era possível fazer de Amsterdam. 

No fim, voltei para a casa da nina e passamos um ótimo dia juntas, falando de coisas alegres. Assistimos inclusive a final da Eurocopa (Espanha 4x Itália 0).

Na minha oração do fim do dia predominaram agradecimentos por no fim ter dado tudo certo, por eu estar bem, com saúde, por não ter acontecido nenhum acidente grave e por eu ter tido um lugar para voltar, uma amiga para me consolar e um colchão quentinho para dormir. Há males que vem para o bem, e nós nunca conseguiremos entender as jogadas do destino, só nos resta ter um olhar positivo no meio desse caos que conhecemos como planeta Terra.

Isso me lembra um filme: “Agentes do Destino” com Matt Damon. Uma ação leve e com uma boa dose de romance é uma boa para animar tardes chuvosas. Ele ilustra o poder do destino e do acaso em nossas vias.

Na segunda-feira, às 10.00 a.m., viajei para a Rússia, dessa vez cheguei cedo no aeroporto e deu tudo certo. O holandês que me atendeu no check-in ficou indignado ao saber que eles precisam de visto para entrar na Rússia e os brasileiros não! Que orgulho e ser brasileira! 

Minha mochila foi revistada na alfândega. Já tinha ouvido falar no quão invasivo isso é, mas nunca levei muito à sério até esse momento. Ele olhou tudo! Todos os bolsos inclusive dentro da minha agenda!

Para entrar no país, é preciso preencher um cartão de imigração. Não tem nada ou ninguém que sinalize/diga isso. Essa é a hora que você tem que contar com conhecimentos prévios de viagem pegar o papel que fica na porta do alfândega e preenchê-lo, mesmo não sabendo bem do que se trata.

Eye Museum


A sexta feira teria uma programação interessante: de manhã veria a exposição que estava doida para ver desde o dia que cheguei na cidade: de Stanley Kubrick. No horário do almoço veria um amigo meu que mora aqui e que não vejo há dois anos. E no fim da tarde encontraria a Nina.

Mas logo de manhã, recebi uma mensagem de meu amigo cancelando nosso encontro. Uma pena, mas imprevistos acontecem. Então, demorei um pouco mais para sair e fui direto para a exposição, que pensei que não demoraria mais de uma hora.

Não conhecia muito bem esse diretor. Minhas experiências com os filmes Laranja Mecânica e De olhos bem fechados haviam me deixado com uma grande interrogação na cabeça. Apesar de ser inegável a qualidade dos filmes e o impacto e reflexão que eles trazem.

Para chegar até o museu precisou de determinação. Já havia passado várias vezes casualmente pelo local e nunca havia encontrado de fato o prédio. Perguntei ao Google Maps o trajeto e fui. Chegando lá a surpresa: No começo do ano o museu foi transferido para o outro lado do rio. Rio? Sim, a parte norte da cidade. Parte norte? Sim, atrás da estação central. Precisa pegar uma barca para chegar. Pensei: pronto! Vou demorar o dia inteiro para chegar lá! Pra começo de conversa o mapa acaba na estação central!

Peguei novamente o bonde e, após atravessar a estação, por dentro, descubro uma nova cidade praticamente. É um bairro composto por casinhas e ruas mais largas, muito agradável de se ver. O Film Museum, agora chamado de Eye Musem é facílimo de encontrar, fica logo às margens do rio. É um prédio branco moderno. Arquitetura bem interessante. A barca é de graça e sai a cada 10 minutos. Para minha agradável surpresa. 

Quando me falaram da barca já me imaginei no Rio de Janeiro começando a grande Odisseia que me levaria ao museu de Niteroi, cuja arquitetura é de Oscar Niemeyer. Lá, após pegara a barca, que é paga, ainda se anda muito até o museu. E tudo isso no calor do rio, haja fôlego!

Voltando a Amsterdam, o lugar é incrível, tem 3 salas de cinema que passam filmes alternativos. Inclusive um dos filmes em cartaz tinha o nome em português e era falado em português. Havia duas exposições e os ingressos para cada uma delas era comprado separado. Para ver o Stanley Kubrick o valor para estudantes foi 10.50 euros. Estava tão ansiosa que pagava até mais, mesmo não esperando muito.

No fim, sai de lá com a seguinte opinião; Kubrick é um gênio! Ele fez 13 filmes na carreira, todos impecáveis! Grandes sucessos e admirados por diretor como Woody Allen,Martin Scorsese, Steven Spielberg entre vários outros, cujos elogios ao diretor estavam gravados em vários documentários que se espalhavam em meio à galeria. Havia fotos, peças de figurino e de cenário, depoimento de atores e um bom pedaço de cada filme. Sai de lá 4 horas depois de ter entrado e porque precisava encontrar a Nina. Minha dica para o final de semana são seus filmes e uma boa lida na biografia de Stanley kubrick! Bom divertimento!!!

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Curiosidades


Na fachada de várias casas aqui na Holanda tem uma grande bandeira do país pendurada. Quando um morador de uma delas se forma, uma maneira de comemorar é pendurar sua mochila no mastro.

Em toda a orla da praia há lixos e referências para as pessoas não se perderem. A cada 15 metros tem um poste com alguma imagem de bichos marinhos, como carangueijos, peixes, gaivotas, etc. 

Se você está vindo para a Holanda para ver os lindos e coloridos campos de Tulipas, remarque sua passagem para abril/maio. É quando elas florescem.

Adolescentes aqui usam o cabelo como o Leonardo Di Caprio no filme “Romeu e Julieta” da trilogia vermelha do diretor Baz Lurhmann.Que apesar de um bom filme, acho que desviou muito a atenção do romance para a maneira com que estória é contada. Baz conta a estória em tempos modernos, por exemplo, substituindo as espadas e adagas por armas de fogo. Mas vela à pena conferir como o Leonardo Di Caprio se desenvolveu como ator. 

Haia


Na quinta feira, venci a preguiça, acordei cedo e fui para a cidade de Haia. Sem esperar muito, levei o livro que meu pai indicou a leitura e embarquei. De trem fica a 45 minutos de Amsterdam, um piscar de olhos.
Foi uma das cidades que eu mais fiquei perdida na minha vida! Costumo me entender bem com mapas, mas o de Haia parecia estar em árabe. 
Após ver o parlamento da cidade e uma feirinha de antiguidades, muito simpática, fui ver o chamado palácio da paz sem ter idéia de que se tratava. Mas já que estava ali fui. E fui, e fui, e fui. Me perdi diversas vezes. Pensei em voltar, pensei em parar, pensei em pedir pra sair, mas cheguei! E para minha surpresa: é a SUPREMA CORTE DA ONU!!!!! Já havia ouvido falar que ficava em Haia, mas isso nem me passou pela cabeça. E meu fascínio antigo pela ONU me incentivou a ler cada vírgula da exposição sobre o palácio. Que era de graça. Aquele prédio tem uma história vasta. De fato, valeu à pena ter andado de bota no imenso calor de Haia para ver isso!
Depois do palácio resolvi ousar, sair um pouco da rota habitual e conhecer o litoral da cidade. Sinceramente, esperava ver um mar sujo e a barragem que evita do afundamento da cidade. Mas estava totalmente enganada. Ao contrário vi restaurantes, lanchonetes, quiosques a beira mar, vendendo todos os tipos de comida. Famílias se entretendo com o sol e o mar sem ondas. Tinha até um píer e um Bunge jump!
Apesar da vontade de mergulhar de cabeça no mar, só tomei um sorvete. O que me lembrou Brignton, no sul da Inglaterra. Apesar do clima inglês, no verão, Brighton também é assim. Uma festa. Principalmente pelo sedutor parque de diversões que fica no píer que avança pelo mar. Quando fui lá, no meu terceiro dia da vida viajando com a mochila nas costas e sozinha, a  falta de coragem me impediu de largar a mochila em um canto e aproveitar o parque, mas se fosse hoje...Naquele dia, minha alegria foi ganhar donuts com 50% de desconto de um português que trabalhava em um dos quiosques de comida!
Isso me lembrou dos Beatles, que me lembrou a música “All myloving” que me lembra dos créditos que tenho que dar ao meu amigo Alvaro pelo nome do blog. Dedico então essa musica a ele!

TinTin


A série de livros, já adaptados para duas séries de desenhos e alguns filmes ‘As aventuras de Tintin(+mais), do autor Hergé é belga. Via quando era criança, todo sábado logo após o almoço e há uns meses redescobri o desenho e vi e revi todos os episódios. Mas o que sempre me intrigou, desde pequena foi o fato do Fox Terrier branco, Milou, acompanhar o protagonista onde quer que ele fosse. Seria isso possível? Sim! Aqui os cachorros são muito bonzinhos e bem treinados, entram em trens, metros, restaurantes e sem dar um latido!
Inclusive, tem uma loja do Tintin em Bruxeles, chamada Le Boutique Tintin, do lado da praça principal da cidade.

Nada como um dia após o outro



Na quarta feira, o dia acordou mais azul. Fui para o museu Rijksmuseu e participei da HeinekeinExperiencie. O Rijksmuseu é grande e interessante caso você queira conhecer cultura da Holanda. A parte histórica nas primeiras galerias me agradou muito. Depois a exposição consistia em vários quadros de diferentes pintores, o que não me atraiu e logo sai.


A Heineken Experience vale comentários. É o palácio do marketing e da propaganda. Um best case de comunicação para ser estudado por gerações. A antiga fábrica de cerveja, transformada em museu fez com que eu me sentisse na Disney! A cerveja é colocada em um pedestal como um manjar dos deuses. A Heinekein há muito anos é minha cerveja favorita, mas nessas horas vale o senso crítico. 

O museu é extremamente interativo. Você passa por uma degustação, experimenta os ingredientes, pode gravar seu nome em uma garrafa (por 4 euros), grava um clipe com seus amigos, faz uma camisa personalizada com sua foto, assiste várias campanhas publicitárias da marca, vira DJ em uma sala com decoração ímpar e de quebra, você conhece a estória, os ideais, os projetos patrocinados, o apoio à música, ao esporte e a consciência social da marca. É, sem dúvida, um excelente trabalho de comunicação. Não estou dizendo que é mentira que a família Heineken há mais de cem anos busca desenvolver um produto de qualidade excelente, que chegue a todas as pessoas do mundo. Não duvido desse ideal, invejo, inclusive quem acredita em algo e realiza, mesmo porque a cerveja é boa mesmo. Mas é sempre bom ter consciência do que há por traz da propaganda.

Ao pagar os 15 euros de ingresso, você ganha duas cervejas (além da que você bebe na degustação) e um brinde. As pessoas com quem conversei ficaram fascinadas com o brinde. Degustar a cerveja todo mundo esperava mais um brinde? De fato, é um mimo, que leva a marca Heineken para os cinco continentes, sem custos de logística.

E ainda, o ingresso deu direito a um passeio de barco. Claro que fui! Não imaginava que passearia pelos canais de Amsterdam nesse luxo todo! O barco te leva para a loja de produtos Heineken. Uma maior do que a que tem no próprio prédio do museu. É lá que você retira o brinde. E custa 2.5 euros a cerveja a bordo. É uma long neck com embalagem especial.
Enfim, a experiência foi ótima!! Recomendo muito!! E a cerveja também! =)